Crianças internadas na FCecon recebem aulas de reforço, durante tratamento
Posted on 14 de junho de 2016
Pequenos pacientes aprendem e exercitam os conhecimentos, mesmo estando em um ambiente hospitalar e sem poder frequentar a escola - foto: Alexandre Fonseca/Arquivo EM Tempo
Pequenos pacientes aprendem e exercitam os conhecimentos, mesmo estando em um ambiente hospitalar e sem poder frequentar a escola – foto: Alexandre Fonseca/Arquivo EM Tempo
Com a proposta de deixar o ambiente hospitalar humanizado e contribuir com o desenvolvimento intelectual dos pequenos pacientes, as crianças atendidas na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), localizado no bairro Dom Pedro, Zona Oeste, estão recebendo reforço escolar durante o tratamento. O projeto, denominado ‘Pedagogia Hospitalar’, é desenvolvido em parceria com a Faculdade Estácio.
De acordo com o diretor-presidente da FCecon, Marco Antônio Ricci, o projeto faz parte de um trabalho desenvolvido pela Fundação e parceiros para a ampliação da Política Nacional de Humanização (PNH) no âmbito da instituição, que hoje é considerada referência no diagnóstico e tratamento do câncer em toda a Amazônia Ocidental.
Por meio de atividades pedagógicas e aulas de reforço realizadas na brinquedoteca e nos leitos do hospital, as crianças aprendem e exercitam os conhecimentos, mesmo estando em um ambiente hospitalar e sem poder frequentar a escola.
De acordo com a professora e orientadora do projeto, Inalda Martins, o atendimento dado às crianças é individualizado e segue uma linha pedagógica, respeitando limites e condições de cada aluno. Os estudantes do curso de Pedagogia que fazem parte do projeto visitam as crianças de segunda a sexta-feira, criando uma rotina que é benéfica aos pequenos pacientes. “Os pacientes que fazem tratamento contra o câncer sentem-se muito sozinhos, porque perdem o convívio diário com os amigos da escola, do bairro. Manter essa rotina de estudo, mesmo no período de internação, auxilia na autoestima e, consequentemente, na recuperação da criança”, destaca.
Ainda segundo ela, no caso das crianças que frequentavam a escola antes do início do tratamento, os professores enviam pelos pais as atividades para serem aplicadas com os pacientes. “Durante o reforço são trabalhadas todas as disciplinas”, explicou a pedagoga.
Já no caso das crianças que deveriam estar cursando a educação infantil, os alunos de pedagogia realizam brincadeiras, encenação teatral e leitura de histórias. “Não são simplesmente brincadeiras para passar o tempo. Todas as atividades são pensadas para ajudar no desenvolvimento pedagógico do paciente”, acrescentou.
Ela também ressaltou que, além de colaborar com o desenvolvimento intelectual, o projeto consegue fazer com que as crianças em tratamento não se sintam presas ao ambiente hospitalar. “Esses pacientes passam por diversos procedimentos médicos e, devido à internação, não podem frequentar a escola. Nosso papel é fazer com que se sintam acolhidos”, enfatizou.
comentário: Achei esse projeto muito interessante, pois, muitas crianças ficam internadas e perdem muito tempo de aula, e acaba prejudicando a vida escolar delas. Deveriam expandir esse projeto para mais hospitais, assim nenhuma criança perderia o ano letivo.
link:http://www.emtempo.com.br/criancas-internadas-na-fcecon-recebem-aulas-de-reforco-durante-tratamento/
Lidar com o próprio corpo e as transformações dele pode ser complicado, quando a mudança ocorre inesperadamente mais ainda. Mas confrontar seus receios e aceitar-se é o melhor caminho.
Foi o que aconteceu com Jana Viscardi que - após ser diagnosticada com um problema que exigiu o implante de uma bolsa de colostomia na parte exterior de seu abdômen - superou seu medo e mostrou a beleza de ser como é ao fazer um ensaio fotográfico.

Créditos: Fotos: Luciana Troccoli
"Caminhando pela praia, ouvindo as sugestões da querida fotógrafa, eu me senti aberta para o mundo", diz Jana
Ao acordar de uma colonoscopia de rotina, Jana, paciente da doença de Crohn (tipo de inflamação do trato gastrointestinal), viu-se cercada por uma equipe médica que informou que o exame tinha apontado uma perfuração em seu intestino que deveria ser reparada imediatamente.
“Nada era maior do que meu medo intenso de perder a vida ali. E enquanto eu ouvia os prognósticos médicos, procurava me atrelar a um fio de sanidade que parecia restar em mim. Eu estava entrando no centro cirúrgico. E lá eu permaneceria por algumas horas”, conta em depoimento ao site Minha Segunda Pele.
Após a cirurgia ela teve receio de levantar o lençol, pois não queria ver o que haviam feito com ela. Quando resolveu olhar o resultado da cirurgia viu que só havia levado alguns pontos, porém constatou que a bolsa de colostomia agora era parte de seu corpo e não se sentiu mais a mesma.
Durante a recuperação no hospital, as enfermeiras que realizavam a troca do acessório e higienizavam o ferimento perguntavam a Jana se ela gostaria de acompanhar e aprender como fazer os procedimentos, mas ela se negava. “Virava o rosto para não ter de me deparar com aquela parte do corpo que, agora, estava fora de mim. Eu tinha medo de mim mesma, daquela parte de mim que se apresentava viva diante de meus olhos” relata.
Dias depois, já na casa da sogra, a dor que a afligia era emocional. Jana não sabia como lidar com o novo elemento de seu corpo, mas com o tempo as emoções foram se acomodando.
“Assisti a um documentário sobre mulheres gordas que me fez pensar fortemente sobre a relação que eu vinha estabelecendo com meu corpo pós-cirúrgico: por que tanta dor e tanto medo, por que tão pouca empatia e aceitação? E então, um estalo: se me amedronta o olhar do outro sobre mim e se eu mesma me amedronto diante deste meu novo corpo, é apenas mudando a maneira como me vejo que serei capaz de enfrentar o olhar desse outro”, conta.
Com a ajuda da amiga e fotógrafa Luciana Troccoli, tendo como cenário a praia de Vilas do Atlântico, na Bahia, ela se despiu de seu medo e mostrou “a leveza no trato com a beleza de se ser o que é. De biquíni, bolsa de colostomia à mostra. E aquele momento me foi libertador” afirma.
Jana afirma que isso a fez sentir “aberta para o mundo. O mundo dos que vivem as possibilidades daquele momento em que estão inseridos. O mundo dos que reconhecem suas limitações, mas também seus privilégios e possibilidades”.
Quando recebeu as fotos ela se emocionou, viu que a bolsa era apenas uma nova parte dela: “Eu continuava ali. Com minhas dores, meus medos, minhas alegrias. Com minha sexualidade, com minha fragilidade. Com minhas vontades, e meus projetos. Porque é o que diz o ditado – a vida continua. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença”, conta.
Ela conta que nem todos os dias são fáceis ou de empoderamento, mas que, quando precisa, volta a olhar as fotos para lembrar do que aquele momento despertou nela. Atualmente Jana usa seu Instagram, Facebook e também um canal no Youtube, para contar suas história como fonte de inspiração para outras pessoas, divulgar seus projetos e abordar temas variados.
link: https://catracalivre.com.br/geral/saude-bem-estar/indicacao/ensaio-fotografico-ajuda-mulher-aceitar-seu-corpo-apos-implante/
comentário :Eu achei isso super interessante, porque eu acho que todas as mulheres ( e homens também) deveriam amar seu corpo, não importa como ele é. Os rótulos de hoje em dia, vem deixando cada dia mais concreto como seria o "corpo perfeito", com uma cinturinha perfeita, pele lisinha e clara, e isso é totalmente errado, não precisamos que uma cintura perfeita para ser bonita, não precisa ter pele clara para ser bonita. Apenas seja você mesma, essa é sua beleza natural.
